Comentários,opiniões...críticas e visões!

sexta-feira, julho 28, 2006

Quando Economistas Sonham - Valor dos Serviços Públicos


“Em lugar da obsessão com o número de funcionários públicos importa saber qual o valor gerado por cada serviço” - Professor Pedro Pita Barros

Num artigo de opinião do diário económico, de sexta-feira 28 de Julho, o professor Pedro Pita Barros divulgou o seu manifesto acerca do excesso de despesa na função pública, no qual expressa a solução teórica para a crise.
Descobri que a resposta óbvia resume-se ao "valor". De acordo com o artigo, actualmente não se processa bem o valor criado pelos serviços (que em termos práticos é o quê?). Então é logicamente necessário medir esse dito número, de cada serviço está claro, e impor um mecanismo de incentivos que permita as repartições públicas optimizarem a sua prestação, e já agora; abolir os departamentos destruidores de valor.

A walk in the park, or is it really?

A verdade, é que a resposta para o problema é ainda mais simples: O estado tem deveres universais e fundamentais: o de garantir a defesa, segurança interna, cuidados de saúde, estabilidade social, e representar a nação no exterior.
Logo devem ser estes os aspectos focados na provisão dos serviços públicos. Para quê ministérios da cultura, economia, ciência, e já agora um para agricultura e pescas, e outro para ambiente?
Enfim certamente algumas dessas actividades necessitam de repartições e instituições reguladoras, mas não de representação política. Parece que cada lobby merece um ministério...

Agora em relação ao valor, pergunto como é que na prática se mede o valor de serviços públicos, uma vez que não há mercado para bens públicos, lucros ou serviços concorrentes?

- Será pelo número de serviços prestados? Talvez, mas isso poderá ser mais um fruto da procura, do que da eficiência.

- Será então a quantidade de dinheiro arrecadado nos serviços pagos? Hmm.. A resposta aqui seria a mesma que a anterior.

- Será pois claro a rapidez dos serviços então? Bem, talvez não sejam os funcionários do departamento que são lentos...talvez haja falta de gente, falta de materiais, maus directores...

- Ah então talvez devêssemos fazer uma abordagem comparativa, com a Suécia por exemplo? Ah bem, talvez sejam lá mais rápidos, e até rentáveis, porque os passos intercalares são mais simples, ou seja as leis e regulamentos para a execução do dito serviço exigem menos passos...

- Ok e então olhar apenas para certos departamentos que parecem que só absorvem dinheiro e não fazem nada? Bem então neste caso abolir as forças armadas seria viável...

- Sim sim, pois...e então um critério global que juntasse todas estas sugestões? Hmmm...neste caso teriamos de aguardar talvez até 2011, para que a comissão de sagazes estudiosos adquirissem todos os dados, e depois claro, calculassem o seu valor singelo. Parabéns! Só que entretanto um novo governo chegou ao poder...

sábado, julho 22, 2006

Alerta - Ossos a Enfraquecer

Todos sofremos de Euroesclorose...

Já há muito que a nossa velha Europa perdeu hegemonia política. Desde a II Guerra Mundial (ou mais), que a influência política do velho continente, e a eficiência das suas decisões têm, passo a passo, desvanecido globalmente. Somos os old rich – ricos, inertes, e o orgulhosos das nossas passadas glórias.

Mas claro somos ricos...Ou éramos?

De facto ainda somos, pois representamos cerca de 18% de todo o produto mundial, mas enfim as coisas mudam. Talvez isto ajude a anestesiar a nossa perspectiva. Porém, a hibernação chinesa e a estagnação indiana vão se dissipando, e a fragilidade dos ossos deste velho continente vão se acentuando....
Em 2005 falou-se de crise, mas isso não passa de um mero desaire doméstico. Vejam-se os números: A China cresceu a 9%, a Índia a 7%, a Rússia a 6%, o Médio Oriente a 5% (maldito petróleo!), e até a América do Sul, 5%. Cá, na nossa zona euro, variamos meramente 1,5%.
No entanto é correcto afirmar que essa comparação não é válida, pois estamos a caracterizar países, cujos patamares de desenvolvimento estão bastante abaixo do nosso. Mas nos EUA o PIB subiu 3,5% e em termos per capita (que é o que interessa, a diferença mantém-se)! Estas disparidades entre os EUA e a Europa velha têm-se acentuado nos últimos anos, e por enquanto os países em desenvolvimento não param a escalada vertiginosa.
Já há muito que domínio político ruiu e os impérios desmoronaram-se, contudo a Euroesclorose não é uma doença crónica - precisamos de boas terapias, e no caso português de terapias e não só; muito cálcio também.

quinta-feira, julho 20, 2006

A Virgin Galatic e Não Só

Nada alguma vez substituirá o papel da NASA, nesta jornada da nova era, os novos descobrimentos...

A Scaled Composites venceu o X-Prize, em 2004. Foi assim a empresa que criou o famoso SpaceShip 1, o primeiro vaivém financiado inteiramente por privados, a descolar por duas vezes sucessivas para o espaço.
Consequentemente, este sucesso incentivou Richard Branson, o multi-milionário dono da Virgin, a investir no aperfeiçoamento da nave, como uma forma de iniciar o turismo espacial. Nasceu assim a Virgin Galactic.
Os bilhetes já estão à venda! Os turistas interessados podem, em troca de 160.000 euros, realizar uma viagem de cerca de 2 horas e meia, no qual sentirão quinze minutos inteirinhos gravidade 0.
A primeira viagem está prevista para 2008, partindo do deserto do Mojave na Califórnia. Porém, a partir de 2010, estará concluido o primeiro Spaceport civil, em New Mexico, que será depois o ponto de partida definitivo de todas as viagens.

Tudo isto é muito bonito...
Muitos especialistas defendem até que deverá ser através de privados, que progressivamente (ou melhor muito lentamente) se deverá investir no aproveitamento económico do espaço. O resto, as chamadas descobertas científicas financiadas pelo estado, são para os robôs - mais baratos e menos arriscados.
Discordo!
Não se iludam, para além da compreensão dos fenómenos do cosmos, colocar homens no espaço é uma das razões principais da exploração das estrelas. Assim as fantasias de minas, portos espaciais na lua etecetera, não serão mais do que isso mesmo, fantasias.

quarta-feira, julho 19, 2006

Israel vs. Hezbollah - reflexões


O conflito no sul do Líbano começou com o sequestro de soldados Israelitas por parte da organização terrorista, Hezbollah, e representa o eclodir de uma série de conflitos directos e indirectos no médio Oriente.
O Hezbollah representa facções fundamentalistas Xiitas, inspiradas na revolução iraniana de 79. Dado a sua localização propícia, é fortemente financiada pelo Irão e a Síria, sendo assim um veículo de inquietude ao serviço das ambições políticas externas desses dois estados.
Logo, não é de estranhar, que perante uns EUA focados na estabilização do Iraque e um Israel com um governo relativamente recente, o Irão oriente os olhos do mundo para o Líbano, ganhando assim algum desafogo da pressão internacional. Ressalve-se ainda que o país da notória bandeira com a árvore de cedro, encontra-se numa posição frágil, tentando ainda recuperar autonomia política, após a desocupação Síria em 2004.

Que conclusões então se tiram no desenrolar destes conflitos? Há algo de positivo? Dependendo de como a situação se encaminhar, poderá haver esperança...

O Hezbollah como qualquer outra organização terrorista, alimenta-se da exposição violenta dos seus actos, e deste modo não pode haver um fortalecimento político do Líbano, nem um apaziguamento da violência entre a Palestina e Israel, se esse tumor, proliferado pelos raios Ultra violeta da Síria e Irão, não for cirúgicamente retirado. Após o bombardeamento de Israel, será necessário os EUA, com o forte apoio internacional, obrigar o desarmamento intransigente do Hezbollah.
Mas isto será talvez excessivamente optimista, uma vez que nem a nossa União Europeia reconhece o Hezbollah como uma organização terrorista (apesar de alguns dos seus membros estarem numa lista negra?!)...Por isso, o nosso benquisto Javier Solana continuará a apelar pelos briosos diálogos gueterrianos, entre uns que falam Árabe e outros que falam Hebraico...

terça-feira, julho 18, 2006

Discovery Regressa!

O dia de hoje foi feliz em pelo menos um aspecto...

Verdade essa indiscutível, que no Iraque repetiu-se mais um ataque macabro; a violência itensificou-se no Líbano; e um tsunami provocou acima de uma centena de mortos na Indonésia.
Porém, entre o negrume das notícias, surge uma pontinha de luz feliz para todos nós: O vaivém Discovery aterrou tranquilamente, pelas 9:14 horas EDT, em Cape Canaveral, depois de uma missão de construção e manutenção da International Space Station (ISS). Louva-se então mais um grande feito destes viajantes, cujas proezas permanecessem injustamente ignoradas.
É mais um passo na caminhada para construir a ISS, que deverá ficar terminada em 2010, ano em que os três vaivéns- Discovery, Endeavour e Atlantis- atingem a reforma.
Segundo o plano Bush de 2004, haverá depois um interregno de investigação, numa tentativa de criar, um novo rocket, semelhante ao SATURN dos anos 60 e 70, para levar homens à lua, entre 2015 e 2020, e daí, esperemos, iniciar a odisseia para Marte - história a fazer-se "under our very eyes"!

sexta-feira, julho 14, 2006

Wanted...


Nos anos 90 era o Hussein, agora é o Ahmadinejad…

Em 11 de Julho de 2006, o Irão adiou a sua decisão de aceitação ou rejeição do pacote de incentivos oferecidos pela EU e Rússia, que incluia a possibilidade deste criar um reactor nuclear com fins meramente civis…
Logo não era apenas energia para o futuro Sr. Ahmadinejad? Aliás esse argumento faz pouco sentido, pois o senhor tem abundantemente uma certa droga negra, esse líquido oleoso em que todos somos viciados.
Infelizmente, o Sr.Ahmadinejad, um engenheiro e agora presidente conservador no regime teocrático republicano do Irão, subiu ao poder em 2005, dissipando as esperanças remotas da comunidade internacional, que um reformador moderado chegasse ao poder na antiga Pérsia.
Portanto este teórico da história, que nega o holocausto, lidera as aspirações diabólicas de um país liderado por sheiks de ideologia medieval, na sua busca pela destruição absoluta de Israel (vemos agora o braço direito do Irão, o Hezbollah, a perturbar Israel), e pela sua cobiça por armas nucleares…
Com o preço do petróleo em alta (este sobe sempre quando o sr. Ahmadinejad boceja - tique que ele procura não perder), um Iraque turbulento, um Líbano frágil, e uma Síria vingativa, Ahmadinejad e os seus cobaias têm os recursos financeiros e todas as oportunidades possíveis para provocarem instabilidade, propagarem as suas mensagens, surgirem nos telejornais e incentivarem terroristas…
Histórias como estas nunca acabam felizes, e a verdade seja dita, era bom que boicotássemos o petróleo do Irão, mas com o crude a 76 dólares quem se atreve? Eu não porque já pago muito de gasolina!

Cícero Albuquerque

quarta-feira, julho 12, 2006

Quase tudo num só livro!

Uma Breve História de Quase Tudo, escrito pelo Bill Bryson é um livro que recomendo vivamente e obrigatoriamente para todos lerem…
O livro retrata de uma forma concisa (apesar do tamanho do livro) alguns dos principais contributos científicos da humanidade nas inúmeras áreas da física, química, biologia, genética, astronomia, paleontologia, geologia... Epá que seca! Não, nem por isso…
A abordagem do autor é humorística, reportando as histórias pitorescas dos estudiosos por trás dessas ciências, e ao mesmo tempo relatando factos e teorias científicas de uma forma fácil e directa para qualquer leigo, sem nunca entrar em explicações prolixas, pormenorizadas e formais.
Aliás o escritor, Bryson, refere que quando estava numa viagem de avião apercebeu-se que não compreendia nada da realidade…Quantas galáxias há pelo universo? Quantos anos tem a nossa Terra? È verdade que a extensão de código genético de um ser humano dava para fazer mais que uma viagem de ida e volta à lua? Sabem que se não tivéssemos um campo magnético, sofreríamos um bombardeamento radioactivo do nosso caloroso Sol? E já agora donde vem esse campo magnético? Será que todos os planetas o têm? Marte por exemplo não! Enfim…factos irrelevantes? Não me parece. São factos esses que confirmam a nossa insignificância e fragilidade, como cidadão deste nosso vasto e imprevisível universo, e a nossa ignorância perante quase tudo…leiam!

Cícero Nunes

Países pequenos... Cristiano Ronaldo vs. Zidane

Não é o hábito este blog falar de futebol, mas sendo o mesmo uma actividade desportiva que move as massas, e que reflecte por vezes as imagens do país no mundo convém salientar a seguinte injustiça:
É inquestionável, que Cristiano Ronaldo, é o maior jovem talento do mundial... É um jogador completo técnicamente e físicamente, estando a léguas de distância do jovem alemão. A fifa no entanto justificou a atribuição do prémio a Podolski por o Cristiano Ronaldo não praticar fairplay. Não sei a que situação se referem, porque no mundial nunca vi o Ronaldo a comportar se de uma forma agressiva ou entrar feio e forte nos adversários. O mesmo no entanto não poderá ser dito pelos seus defesas directos...
Agora o sr. Zidane, jogador de qualidade também indubitável, comparável ao Figo e ao próprio Ronaldo, sendo também discútivel se jogou melhor que estes últimos dois no mundial, recebe o prémio. Mas agora onde está o fairplay?! Será que a fifa esqueceu-se de ver a final? Não, não foi isso. É que o Ronaldo é português, mas o Podolski alemão e o Zidane francês...

Cícero Albuquerque