Bêbados

(tema recorrente na nossa sociedade...que jamais deve ser ignorado ou esquecido...!)
Vultos nocturnos passeiam
Como almas penadas na estrada...
Convictos de que as suas vozes
Ainda se ouvem - e assim devaneiam-
Mas a atenção que lhes dão
Subtrai-se ao pouco, ou quase nada...!
Erguem-se em vestígios de corpo
Que em varas verdes se sustem
Riem da própria desgraça,
Da graça que a cena embaça
E da sorte que dela desdém.
Seguem um caminho desencontrado
Porque a razão já voa bem alto
- E não enganam o seu fado -
Tropeçam no seu próprio ser
Que cai de tão podre no asfalto...
Cansado de não saber viver!
Amanhece...
Cada retalho de sombra aquece
Com os raios de sol nascente.
O pedaço de podre desaparece,
E a nossa memória assim esquece,
A avalanche que aquela gente sente…

2 Comments:
Como um fã imparcial de poesia feérica, posso simplesmente dizer que é mais uma de muitas criacões fabulosas...espero que este blog continue a ser adornado com ainda mais poemas!
Quinta-feira, Junho 08, 2006
Esta poesia de homenagem à grande bebedeira do senhor Bernardo no seu dia de aniversário, parece bem!
Sexta-feira, Junho 16, 2006
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